sábado, 11 de janeiro de 2014

ESTAMOS NA ERA DA EVOLUÇÃO DO "I"

Nos últimos 50 anos, toda a evolução do mercado de TI se deu, praticamente, apenas no “T” da sigla, na tecnologia. Com o Big Data, é chegada a hora de o “I”, de inteligência, guiar o avanços – afirmou Alexandre Kazuki, diretor de marketing da divisão da HP Brasil que cuida de Big Data.

O Big Data está dando os primeiros passos no mundo, mas a tecnologia apenas engatinha no Brasil, na avaliação de Kátia Vaskys, diretora de Bussiness Analytics da IBM. Como prova disso ela cita a forma como a maioria das empresas brasileiras monitora suas marcas nas redes sociais. Lá fora, essa é uma das tarefas mais caras ao Big Data, e gigantes como Walmart estão na dianteira.
Aqui costuma-se contratar um time de estagiários para isso. Isso é basear a estratégia de marketing na intuição, mas não há intuição que resista a tanta informação! Há uma ferramenta tecnológica para fazer isso com muito mais precisão e em tempo real – comentou Kátia.
A aplicação por aqui está restrita, por enquanto, a alguns setores: varejo, financeiro (sobretudo na análise de risco), telecomunicações, petrolífero e, segundo Kazuki, começa a chegar às áreas de mídia e entretenimento.

Os clientes da Renner, por exemplo, não imaginam que a presença daquela camiseta na arara da loja é obra de tecnologia de ponta. Em parceria com a Oracle, a varejista usa Big Data para identificar as necessidades imediatas dos consumidores. A Renner consegue monitorar em tempo real o fluxo de mercadorias da loja ao cruzar os dados de localização GPS dos caminhões dos seus fornecedores com os níveis dos seus estoques. A rede também acompanha a aceitação dos seus produtos de forma instantânea nas redes sociais. Assim é possível saber se a roupa do comercial que acabou de ser veiculado na TV agradou ou não.
Mas a empresa quer algo mais desses dados. Em breve será possível deduzir as estratégias dos concorrentes simplesmente analisando os preços dos fornecedores. Outra possibilidade é a de trocar a seleção de produtos à venda na loja com base nas informações meteorológicas de um determinado dia. Exemplo: se os dados mostrarem que, nas últimas chuvas, os clientes compraram menos calças e mais acessórios, a rede pode dar mais destaque a eles logo que os primeiros pingos caírem na cidade.
Segundo a consultoria IDC, o mercado global de Big Data crescerá quase 40% ao ano entre 2010 e 2015, saltando de US$ 3,2 bilhões para US$ 16,9 bilhões. O ritmo dessa expansão é cerca de sete vezes maior do que o da indústria de tecnologia da informação como um todo. Mas essa projeção é considerada conservadora por parte do mercado por não incluir os desdobramentos da tecnologia sobre o restante da economia. Para o executivo de operações da EMC, Pat Gelsinger, o Big Data já movimenta US$ 70 bilhões e crescerá algo entre 15% e 20% ao ano daqui pra frente.
A tecnologia envolve tanto dinheiro porque soluciona um problema inadiável para a economia global. Se você se sente atordoado com a enxurrada de posts no seu Twitter, imagine a perda de produtividade em uma empresa incapaz de compreender os dados que a inundam.

A quantidade global de dados digitais deve crescer do atual 1,8 zettabyte para 7,9 zettabytes em 2015, prevê a IDC. Zettabyte é o mesmo que um trilhão de gigabytes. Isso significa que, daqui a três anos, toda a informação do mundo poderia ser armazenada em 493 bilhões de iPads. A Gartner, outra consultoria, sustenta que esse volume de informação vai se expandir nos próximos anos a um ritmo de, no mínimo, 59%.

A centelha que aciona essa explosão é a proliferação de aparelhos e plataformas que geram dados como nunca. São os celulares, GPS, redes sociais, câmeras e sensores dos mais diversos tipos. E grande parte das informações nascidas nessas mídias são classificadas de não-estruturadas: ou seja, não é facilmente computável, sendo geralmente gerada pelo ser humano, não por uma máquina. A Gartner diz que mais de 85% das informações armazenadas pelas companhias do mundo sejam desse tipo, que, até pouco tempo, só podia ser compreendido por pessoas. Com o Big Data, as máquinas aprendem a lê-lo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

POR QUE OS SUPERMERCADOS SÃO AS GRANDES ESTRELAS DO BIG DATA?

Softwares podem gerar análises de dados brutos mas ele não podem fornecer uma visão que leva as pessoas. Veja como traduzir big data em um forte engajamento.
Na era do Big Data, estabelecer relacionamentos com os clientes deveria ser mais fácil do que nunca, certo? Temos a informação e a tecnologia para captura, análise e divulgação de comunicação com o cliente  que tem feito grandes avanços, impulsionado pela adoção de softwares de marketing e sistemas de CRM e alimentada pelo crescimento das mídias sociais, a proliferação de smartphones e do desenvolvimento de atividades on-line que geram ondas de dados de clientes.
O problema é que a ligação de dados com a tecnologia não é uma operação simples. Algumas razões para isso e algumas maneiras de fazer melhor são um dos focos de uma pesquisa realizada em 2013. A pesquisa, que mede o quão bem 16 indústrias de ISPs para montadoras se conectam com seus clientes, consultando mais de 1.000 consumidores no Reino Unido, contrastava resultados atuais com o índice de 2010 para encontrar os vencedores e perdedores neste bravo novo digital mundialmente alimentado.

Na pesquisa, os consumidores deveriam avaliar as empresas que lidam com base em quão bem as comunicações destes negócios demonstram conhecimento do cliente e compreensão. Os entrevistados foram solicitados a classificar seus supermercados, bancos, operadoras de celular e outras empresas com pontuações que representam níveis de familiaridade que variam de "me conhece como um amigo próximo" para "tratar-me como um estranho." Com os resultados da pesquisa vamos calcular pontuação geral e relativas para cada setor.

Houveram algumas descobertas surpreendentes e até mesmo chocantes. Alguns setores que deveriam ter naturalmente recursos de captura de dados sofisticados e tecnologias de comunicação foram classificados muito pobres no quesito "conhecer seus clientes". Setores que incidem sobre os fundamentos do marketing de banco de dados tradicionais (pense interações com os clientes regulares e programas de fidelização fortes), enquanto com sucesso ligando marketing e de TI fazer o melhor trabalho de construir fortes relacionamentos com clientes.

Os supermercados e bancos, que tradicionalmente têm considerável contato com o cliente, estão em primeiro e segundo no índice, respectivamente, com os bancos passando de terceiro lugar em 2010. Empresas em setores mais orientados para a tecnologia, prestadores de serviços de telefonia móvel, provedores de entretenimento, fabricantes de smartphones e ISPs estão colocados logo abaixo dessas indústrias. Estas empresas estão estreitamente alinhadas com as novas tecnologias de marketing que desempenham um grande papel na utilização de dados e canais digitais para atingir de forma mais eficaz os consumidores e enviar-lhes mensagens personalizadas. Então, por que não fazer melhor?

Simples, porque não se trata apenas de tecnologia.

Na parte inferior da lista estão os fabricantes de bebidas para adultos, fabricas de computadores/Tablets, instituições de caridade e empresas de mobiliário comercial/residencial que estão  pairando um pouco acima do final. As razões são que alguns desses setores lutam para manter relacionamentos com clientes de forma instrutivas. Quando um produto é um one-off ou compra infrequente, os fornecedores podem ter um contato limitado do cliente em curso. Montadoras, por exemplo, a necessidade de chegar a formas inovadoras de construção de relações contínuas. Da mesma forma, o único contato direto que certas marcas têm com os seus clientes é por meio de terceiros, tais como supermercados, o que torna difícil construir laços fortes. Instituições de Caridade encaram o ciclo difícil de ter fundos limitados para investir em marketing de banco de dados no atual clima econômico, que por sua vez limita a sua capacidade de obter novos financiamentos.

Não importa o setor, um fator-chave na utilização de dados para construir intimidade com o cliente é uma habilidade para fazer a ponte entre marketing e TI. Há uma crença perigosa de que o software pode fornecer todas as respostas quando se trata de execução de campanhas de marketing informadas por Big Data e que a tarefa de empregar esta informação pode ser simplesmente entregue a TI. Isso está longe da realidade.
O software pode analisar os dados e produzir relatórios. Mas não se pode detectar as tendências, padrões e insights significativos que respiram o sucesso em uma estratégia de marketing. Somente pessoas treinadas podem fazer isso. Nós sempre voltar a um elemento humano para complementar qualquer avanço tecnológico.
Em ambiente de marketing de Big Data, para ter sucesso na construção de vínculos duradouros e lucrativos com os clientes, as empresas precisam o que são agora referidos como "cientistas de dados" - ". Analistas" da old-school de analista de dados. Este é um papel de especialista, seja em casa ou através de um provedor de serviços gerenciados, que combina competências em análise, banco de dados, marketing, interpretação e comunicação. Cientistas de dados não só entendem a tecnologia à sua disposição, mas são treinados em estatísticas, análises e matemática. Além do mais, eles são  fundamentados em desafios e objetivos de marketing da empresa e são capazes de explicar para a equipe de gestão e outros como os dados podem ser usados ​​para promover esses objetivos.

Não é coincidência que os supermercados e bancos, que não têm apenas a tecnologia, mas a experiência de utilizar suas bases de dados de forma eficaz, obtiveram a maior pontuação quando os clientes foram convidados a comentar a forma de como essas empresas sabem deles.
Nos setores mal avaliados, muitas empresas não conseguem acessar os dados do cliente, mesmo quando a tecnologia para isso está disponível, e assim não fazer bom uso das informações a sua disposição. Em muitos casos, isso é porque eles confiam muito em tecnologia. Em um mundo liderado por dados, conectados digitalmente, as empresas que não possuem os conhecimentos necessários para atingir de forma eficiente os clientes nem precisa encontrar as pessoas certas ou terceirizar essa função.

5 passos para a construção de relacionamento com o cliente


  1. Primeiro - e mais importante - ligar o cliente com a transação. Isso pode significar a implementação de um programa de fidelidade ou CRM. É a única coisa mais importante que você pode fazer. Sem ele, o seu esforço vai ser diminuído em pelo menos 60%. A Cisco oferece algumas orientações para os varejistas que desejam extrair dados sociais e móveis.
  2. Realizar uma análise detalhada para identificar quais os dados são e não importantes. Só então considerar como alterar as suas comunicações e não fazer suposições sem examinar os dados relacionados.
  3. Ter uma base de dados com uma visão única do cliente, seja externamente ou internamente. Isso não é feito necessariamente através de um software caro, mas muito cuidado com Softwares Gratuitos, pois você pode acabar comprometendo suas necessidades, se você tentar aumentar o volume de dados. É melhor investir em alguma personalização e lembre-se "Não Existe Almoço de Graça"
  4. Encontrar bons analistas que podem transformar dados em recomendações de negócios significativos. Essas pessoas são mais raros do que você pode imaginar, mesmo quando os programas grandes de análise de dados surgiram a partir de Harvard. Procure por Administradores de Bancos de Dados (DBAs) com mais de 25 anos de experiência, Arquitetos de Dados com mais de 20 anos de experiência e com forte vivência em ambientes que lidam com grandes volumes de dados.
  5. Teste e faça medições, algumas coisas vão funcionar outras não. Não tenha medo de erros, pois você irá aprender muito com eles, apenas não experimente em clientes ao vivo enquanto não atingir todos os níveis estipulados e desejados.

OS CASES E NUMEROS QUE MOVIMENTARAM O BIG DATA NO BRASIL EM 2013

O instituto de pesquisas IDC Brasil realizou, no fim de agosto, o IDC Brazil BI & Big Data Conference 2013, um evento dedicado ao debate sobre o futuro do big data no país e, de quebra, selecionou e premiou os melhores cases de sucesso.

Entre os cinco finalistas do evento, o que mais impressiona é a homogeneidade da lista: Buscapé Company, Universidade Metodista de São Paulo, Escritório de Prioridades Estratégicas de Minas Gerais, Votorantim Cimentos e a Secretaria Nacional do Ministério da Justiça foram os selecionados. 

As diversas formas de usar o big data ficam clara nos projetos. A Universidade Metodista, por exemplo, foi indicada pelo Intelligere, um projeto que tem como objetivo "melhorar o processo de aprendizagem e assegurar o sucesso do aluno em completar seu percurso acadêmico no prazo definido e dentro dos parâmetros de qualidade especificados, por meio da aplicação de estudos analíticos aos processos de aprendizagem, avaliação e acompanhamento da vida do aluno". Ou seja, usando todos os dados de um só aluno, é possível saber onde ele precisa melhorar e o que precisará fazer para não ficar mais tempo na faculdade.

Já o Escritório de Prioridades Estratégicas de Minas Gerais, que foi o grande vencedor do evento, visa à transparência de dados do governo, disponibilizando informações da gestão pública para, com isso, conseguir desenvolver novas políticas públicas com participação da população. O resultado foi a reunião de dados sobre pontos importantes da sociedade (como educação e saúde, por exemplo), para que todos saibam onde os problemas mais graves se encontram e que medidas podem ser tomadas com maior velocidade.

Analisando os cinco finalistas, o critério do IDC Brasil fica claro: a capacidade de analisar e explorar valor foi o foco, principalmente em casos em que os dados foram usados para a tomada rápida de decisões, encurtando processos e economizando recursos. A capacidade de analisar os dados é fundamental para que esse tipo de situação aconteça – não basta ter um amontado de dados se não se sabe ao certo como eles podem beneficiar seu negócio.

O evento também revelou as estimativas do IDC Brasil em relação à movimentação financeira que o negócio irá gerar em 2013: 285 milhões de dólares apenas no Brasil. Ainda segundo o IDC, as projeções indicam que esse valor ultrapassará a marca do 1 bilhão de dólares em 2017. Investir em novas tecnologias e pessoas dedicadas ao uso de um número cada vez maior de informação será essencial para que novas empresas e governos brilhem nos próximos anos.

Fonte : INFO

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PRÓS E CONTRAS DO BIG DATA NA SAÚDE

Um dos grandes desafios no Brasil é a falta de precisão no registros eletrônicos na área da saúde, pois por incrível que pareça, muitas áreas da saúde ainda nem mesmo possuem computadores.
De nada adianta congressos pomposos de Tecnologia onde prometem as mil maravilhas na revolução do compartilhamento de informações quando em nosso país, nem mesmo órgãos publico de segurança são interligados, pois hoje qualquer cidadão pode tirar quantas carteiras de identidade quiser bastando viajar para outro estado. Falha? Eu diria mais um descaso do governo que enche o peito para reclamar que foi espionado quando sua própria segurança interna sempre foi uma bagunça.

Hoje com a disseminação de vários dispositivos móveis e de plataformas baseadas em cloud, podemos ver uma certa agilidade nos serviços assistenciais aumentando cada vez mais o repositório de informações tanto clinicas como administrativas das instituições em geral ou órgãos de saúde pública. Agora vem a pergunta que não quer calar: " Como aproveitar estes dados através do Big Data?" Afinal, saber organizar e aproveitar ao máximo os dados colhidos resulta necessariamente em melhores diagnósticos, tanto individuais como populacionais, e tratamentos.
Em uma palestra, durante a Global Summit 2013, realizado pela InterSystems no ano de 2013, o líder do Mckinsey Global Institute, Michael Chui, mostrou como a ocorrência de epidemias de doenças que segundo ele pode muitas vezes, ser mensurada até por meio de buscas feitas no google. Claro que isto é uma falácia, principalmente tratando de uma fonte que é incapaz de autenticar uma informação e armazenar petabytes de puro lixo em seu mecanismo de busca.
O executivo apresentou cinco passos rumo ao valor, porém alertou para questões que ainda preocupam como a privacidade, segurança e o pertencimento dessas para questões que ainda preocupam como a privacidade, segurança e o pertencimento dessas informações. 

  • Criar transparência; 
  • Expor a variabilidade de informações passíveis de experimentação; 
  • Customizar ações de acordo com o perfil da população; 
  • Suportar decisões humanas com algoritmos automatizados; 
  • Inovar modelos de negócios, produtos e serviços.

Economia 
A gestão "Eficiente" das informações é também vista como uma saída para os custos crescentes do sistema do sistema de saúde, uma tendência comum à maioria dos países. Os EUA, em 2012,
por exemplo, gastou cerca de US$ 750 bilhões sem necessidade, segundo estudo apresentado pelo professor e presidente do Departamento de Informática Médica & Epidemiologia Clínica da Oregon Health & Scince University, William Hersh.

Algumas razões para o desperdício apontadas pelo professor foram: 
  • Serviços desnecessários prestados e entregues de forma ineficiente 
  • Preços altos em relação aos custos; 
  • Excesso de custos administrativos;
  • Oportunidades de prevenção perdidas; e 
  • Ocorrência de fraudes. 
Entraves 
Apesar dos investimentos que  Barack Obama está direcionando à saúde do País para promover a digitalização dos registros médicos (EHR, na sigla em inglês) de todos os cidadãos americanos, Hersh sinalizou que, além da privacidade e confidencialidade mencionada por Chui, há ainda muitas outras barreiras para o uso das informações integradas. 
Alguns exemplos são: alto custo, necessidade de mão de obra técnica, com conhecimento de Business Intelligence (BI), por exemplo, e necessidade de infraestrutura de interoperabilidade. O professor apresentou pesquisas de diferentes entidades como, por exemplo, do English National Health Service (NHS), que demonstram uma série de problemas com a troca de informações de saúde, como: 
  • Documentos imprecisos e incompletos; 
  • Transformados em maneiras que prejudiquem o significado; 
  • Irrecuperáveis para pesquisa; 
  • De proveniência desconhecida; 
  • De granularidade insuficiente (pouco detalhamento); 
  • Incompatível com os protocolos de pesquisa. 
Agora imaginem este mesmo cenário no Brasil, praticamente estes problemas irão se multiplicar por 1000, pois além de documentações imprecisas, ainda temos cidadãos que simplesmente não existem e consultam nos hospitais públicos utilizando documentos de irmãos ou parentes, nem mesmo documentos com fotos são verificados, pois o que é necessário é o numero do documento para poder ser cobrado do SUS. Se fizer um estudo, vamos ver que alguns pacientes são tratados de várias doenças em um curto período de tempo.

Evidente que ao primeiro sinal do Governo solicitando projetos de Big Data voltado para saúde, as figurinhas carimbadas é claro, aquelas empresas que já possuem cadeira cativa no fornecimento de soluções para o Governo, e convidadas trarão projetos miraculosos e muito caros. Será preciso muita seriedade para selecionar ou montar um plano de ação e para isso o Governo Federal deverá estar muito bem assessorado para não cair em armadilhas, pois é comum empresas no Brasil prometerem algo do tipo que "Galinha Voa".

Mas antes do Governo pensar em entrar na onda do Big Data, é preciso arrumar a casa, uma tarefa que já deveria ter sido feita há muito tempo, pois de nada adianta programas para tirar o povo da miséria e fome e deixa-los a própria sorte na saúde.

BIG DATA SE TORNA UM GRANDE ALIADO NA SAÚDE

Ainda atrasadas no emprego de tecnologias de análise de dados, as instituições de saúde começam a se render ao uso dessas ferramentas para apoio a gestão e aos negócios. De acordo com pesquisa da IDC, essas organizações — hospitais, centros médicos, operadoras de planos de saúde, clínicas e laboratórios de medicina diagnóstica, entre outras — cada vez mais estão aderindo às plataformas analíticas para gerenciar desde custos operacionais, dados clínicos, de exames (muitos em laudos em texto), de tratamento, de medicamentos até sinistros de seguros.
Mas o Big Data pode vir a ser uma ferramenta importante e uma aliada de peso para os profissionais da área da saúde. Com sua capacidade de analisar grandes quantidades de dados de pacientes e a partir destas informações tomar decisões e traçar um plano de ação para a melhora de saúde dos pacientes e em contra partida, reduzir os custos de atendimento. A IBM tem investido neste segmento e incentivado muitas startups a desenvolver soluções nesta área. Na Conferência Health 2.0 2013, que ocorreu de 29 a 02 de Outubro em San Francisco, aplicações usando BIG DATA estiveram presentes todos os dias e trouxeram reflexões interessantes. Imagine, que você consiga ver espacialmente todos os pacientes de uma população e posteriormente consiga visualizar somente os pacientes de alto risco.  A partir deste mapa, você passa a identificar onde está localizada espacialmente a população de risco e pode identifcar padrões que auxiliem a tomada de decisão, como a informação que pacientes de alto risco cardiovascular se localizam predominantemente num bairro da cidade de São Paulo e que esta população tem um custo de saúde quatro vezes maior que a média deste grupo. Isto pode levar à seguradora a instalar um programa de gestão de saúde focando especialmente nesta população, que se localiza nesta geografia, podendo modificar sua mensagem ou suas ações para atingir especificamente estes pacientes. 
Uma aplicação interessante mostrada pela IBM é a capacidade de um software auxiliar no diagnóstico de doenças, baseado na maior probabilidade para cada condição, de acordo com os dados clínicos disponíveis no sistema de prontuário eletrônico.  Este sistema nasceu da tecnologia criada para o Sistema de Inteligência Artificial Watson, que venceu o jogoJeopardy e está sendo usado em caráter experimental em diversos hospitais nos Estados Unidos e seu objetivo não é substituir o médico, mas ser um aliado importante no processo de diagnóstico em ambientes críticos.
Outro interessante exemplo, é cruzar dados do seu smartphone, que podem informar à um aplicativo, o quanto você tem se movimentado, qual a distância que você tem percorrido todos os dias, se você tem interagido muito ou pouco com seu smartphone , a fim de determinar se você está com um comportamento atípico para o seu padrão e se isto pode indicar um momento para uma enfermeira ou outro profissional de saúde entrar em contato com você,  a fim de checar se você está precisando de ajuda adicional. Esta solução pode parecer desnecessária, mas para pacientes idosos que moram sozinhos, ter informações capazes de detectar alterações súbitas em seu comportamento, que podem indicar depressão ou a descompensação de alguma doença crônica é extremamente importante.
Tirando proveito da tecnologia, venho trabalhando em um projeto que possibilita a monitoração de pacientes cardíacos. Todos os dados relevantes do paciente são monitorados em modo 24x7, onde os dados referentes a Pressão Arterial, Ritmo Cardíaco, Temperatura, etc..Todos estes dados são transmitidos para Smartphone que armazena e envia para um banco de dados em Cloud. Uma aplicação efetua uma média ponderada destes dados e caso uma delas mostre-se alterada, imediatamente é enviada para uma equipe de médicos previamente credenciada pelo paciente para analise. Caso o paciente sofra alguma anomalia severa na média indicando um evento, o próprio Smartphone envia uma mensagem de alerta para a equipe médica com a localização exata do paciente. 
No Canadá, já existe uma pesquisa em estágio muito avançado onde uma camiseta feita com materiais especiais, monitora todos os sinais vitais da pessoa, enviando estes dados diretamente para um sistema em Cloud onde serão analisados.

Em pouco tempo seremos analisados em real time, scaneados pelo nossos espelho do banheiro quando acordarmos, a escova de destes fará um trabalho além da escovação, fará também uma análise clinica e muito mais. Bem vindos a era do Big Data. 
  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

QUAL O DESTINO DOS INVESTIMENTOS EM STARTUPS DE BIG DATA?

Extrair valor da análise dos dados não está apenas na mira de CIOs – fundos de venture capital também aplicam altos valores em startups desse segmento
Os investimentos em Big Data se concentram em dados de consumidor e marketing, ligadas a 300 fundos de venture capital. Foi o que concluiu um levantamento conduzido pela Quid e o Boston Consulting Group (BCG), divulgado na segunda-feira (16/12), feito com mais de 1,1 mil companhias ativas na tendência e mais de 400 empresas de rede e tecnologia, todas privadas.

A análise encontrou alguns insights. O primeiro dele é que investimentos privados responder por um quinto do total entre as companhias. Entre julho de 2012 e agosto deste ano, houve apenas cinco ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês). E não apenas os Estados Unidos despontam como o mercado que apoia iniciativas empreendedoras nesse ramo – Reino Unido, China e Israel possuem o maior número de companhias com investimento de venture capital após os EUA.

Os dados empresariais também são o setor mais consolidado, com aproximadamente 40% das startups de Big Data sendo adquiridas por outras empresas ou abrindo capital no período. Plataforma para trabalhar dados também se destaca como o maior receptor de investimentos, com recebimento de aportes de, em média, US$ 10 milhões – comparado a faixa entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões em outros temas.

Os fundos que mais realizam apoio financeiro a startups de Big Data são o Sequoia Capital, Lightspeed Venture Partners, Accel Partners, e Andreessen Horowitz. Entre as empresas do mercado de TI, Salesforce.com, Cisco e Intel são líderes nos investimentos.

AMAZON DISPONIBILIZA FERRAMENTA DE BIGDATA

Parceiros de tecnologia, incluindo Cloudera, Informatica e Tibco, adicionarão suporte para integração e análise de dados no Kinesis

A Amazon Web Services (AWS) disponibilizou um serviço gerenciado para processamento em tempo real de alto volume e streaming de dados. Batizado de Kinesis, a promessa é que a solução facilite o desenvolvimento de aplicações que tem ação real time.

Segundo a provedora, as aplicações habilitadas na oferta “podem acionar painéis em tempo real, gerar alertas, orientar as decisões de negócios, tais como mudança de estratégias de preços e de publicidade; ou enviar dados para outros serviços de big data”.

Por enquanto, a solução está disponível apenas para o Leste dos Estados Unidos. A provedora, contudo, afirma que o serviço será estendido para outras regiões onde atua nos próximos meses.

De acordo com a AWS, seus parceiros de tecnologia como Cloudera, Informatica e Tibco, adicionarão suporte ao Kinesis a fim de oferecer aos clientes a integração e análise de big data

A solução foi criada a partir de uma proposta de reduzir custo, esforço e barreiras que tem impedido que empresas processem fluxo grande de dados em tempo real, diz a AWS. A companhia faz referência a abordagem tradicional adotada por alguns players da indústria, em muitos casos suportado por Hadoop e tecnologias de banco de dados.